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Ilustração: Débora Gallazzini |
Neste momento em que me encontro em tão rara e branda
racionalidade, com um bom tanto de passividade, decidi tentar (me) entender.
É tombo de moto, Feliciano, ex, hipocrisia, excesso,
tanta coisa misturada, minha visão quase sempre passional e exagerada da vida,
cheia de extremos, pontos finais, decisões e reminiscências, é tanto um pouco
de tudo que me perco facilmente na diária tarefa de existir.
Comecei o ano de 2013 cheio de pontos finais, o que na
teoria me possibilitariam um (re)começo brilhante; óbvio que desde que o
universo se estabeleceu novos começos existem e não dependem de pontos finais
para isso, mas creio que o caos possui um elemento criador e recriador inigualável.
Existam tantos aspectos em mim que devem ser trabalhados com mais cuidado,
minha hipocrisia em relação a alguns acontecimentos da minha vida, o perdão
interno que nunca chega, aquela sensação de dono do próprio nariz que demora a
aparecer, o fato de gostar do próprio nariz também tarda, um acumulo de restos,
de sobras, excessos, e no meio disso, enquanto me sinto o Cumbre Vieja prestes
a entrar em erupção, aquela antiga questão surge, alta como sempre, incerta
como o todo: aquilo que esta me sobrando falta em alguém, mas o que me falta
será de quem?
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